Refratário

O doce me vez girar e girar, quando me dei conta estava no famoso mundo das mil cores. Tudo era vivo e colorido, uma simplas folha, com seu verde fluorescente, marcava sua forma na retina do meu olho. Os rios subiam e desciam literalmente, com suas águas da cor do arco íris. Rolei na grama durante horas, sentindo o cheiro de vida que subia dos pedaços que eu amassava enquanto rolava. Avistei uma árvore gigante, carregada com todos tipos de frutos, embora um unico em cima dela me chamasse a atenção. Era redondo e brilhava muito, como um pequeno Sol que dá em árvores. Corri para a grande árvore para pegar a fruta e ao chegar as raízes anciãs decidi ir voando, e não ir subindo de galho em galho. A cada metro que subia deslizando no ar, meu coração acelerava e eu ficava mais ansioso. O vento batia cada vez mais forte e quando começou a ficar frio cheguei no topo da árvore. Encarei o fruto no que me pareceram horas. O que cria e destrói estava ali, na minha frente. Comi e explodi como uma estrela em supernova. Minhas particulas voaram para todos os lados mas, quando as chamei de volta, elas se juntaram novamente. Quando agrupadas novamente meu corpo não era mais ossos e músculos, mas sim energia pura. Eu era o Sol. Me senti mais rápido, mais forte, mais inteligente. Olhei para o céu e fui em direção ao meu igual. Chegando lá vi que ele também era um homem, entendi tudo, e sorri.

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