Cappuccino em Sainte-Agnès

Fazia frio em Sainte-Agnès naquele noite. A neblina envolvia todas as casas de pedra da região. Eu andava pelas ruas a esmo, tentado botar os pensamentos em ordem. Nos primeiros 14 minutos o frio não me incomodava, mas depois desse tempo, mesmo eu usando o casaco, o frio me afetava. Minha boca tremia levemente.

Apertei o casaco mais pra perto do corpo e lembrei que meus pais o tinham comprado pra mim, quando fali a eles que viria morar na França. Eles, como todo mundo, achavam que a França era só Paris, torre Eiffel e etc. Quando falei o nome Sainte-Agnès ficaram logo confusos, mas como era eu que ia, e não eles, o nome da comuna não importava.

Passei em frente a um café, entrei e me sentei. Meu corpo deu graças por eu ter entrado num lugar mais quente. Pedi um cappuccino e enquanto esperava fiquei fitando a janela. A neblina estava diminuindo. O cappuccino chegou e eu voltei a pensar no que estava me incomodando naquela noite. O cappuccino me fazia pensar melhor.

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