Bomba ou sonho.
Era essa a única duvida que ele tinha naquela manhã, se escolheria a bomba ou o sonho.
Saiu da padaria. O Sol fraco das 6 da manhã brilhava no céu, enquanto ele caminhava tranqüilamente para o ponto de ônibus.
Não estava nervoso, ansioso, nem nada disso. Qualquer outra pessoa estaria tendo ataques de nervos, mas não ele. Estava apenas vivendo mais um dia daquela sua rotina diária.
Pegou o ônibus, chegou ao trabalho no horário, como fazia todo dia. A mesa lotada de bilhetes, ele tinha certas tarefas para fazer até o final do expediente.
A tarde surgiram algumas complicações com o caso dos chineses, o que tomou algumas horas do tempo dele, mas tirando esse fato, nada daquele dia saiu da normalidade. Por enquanto.
Faltando 15 minutos para terminar o expediente arrumou a mesa, como sempre fazia.
Se fosse um outro dia normal, em mais ou menos meia hora ele estaria dentro do ônibus, dormindo, a caminho de casa.
Naquele dia ele ia continuar nas ruas do centro.
Faltando 5 minutos para ir embora, bateram na sua porta. Puta que pariu, ele pensou.
- Pode entrar!
Aquele loira de rosto sorridente apareceu ali na abertura da porta. Qualquer outro homem repararia no belo corpo de Gretchen, com seus seios gordos e sua perna grossa. Ele só conseguia reparar nos olhos. Tudo que ele conseguia reparar nas mulheres eram os olhos.
- Oi, hoje é sexta e eu tava pensando se a gente poderia sair, você me prometeu a uns tempos atrás que iria sair comigo.
- Humm, pena, hoje você me pegou num dia ruim, eu tenho, hum, outros planos para hoje a noite.
Grandes planos, ele pensou.
- Aam, bom, pena, me liga então nesse fim de semana pra ver se a gente marca algo.
- Ligo sim.
Ela lhe manda um beijo em resposta e sai da sala. Ele olha no relógio e vê que já pode sair.
Quando sai do prédio a brisa do começo de noite bate na sua cara e ele sente um pouco do frio. Isso o faz abrir um sorriso, ele sempre se deu bem com o frio.
Faltava pouco agora para botar em prática tudo que ele e os outros haviam planejado durante as semanas anteriores.
Ainda dava tempo dele desistir mas desde o começo do dia ele já sabia o que queria
- Bom dia, me vê uma bomba por favor?
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Voltei a continuar a escrever na minha estória doente onde a candelária é subitamente explodida.
Maravilha dormirei feliz essa noite.
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